Sérgio,
concordo plenamente com você. Não vejo, também, uma “opaização” – se é que estou entendendo o termo. A questão de determinados “debates” é que gente elitista, que gosta de falar em nome do povo, adora coisa chata, sem humor, sem alegria, sem beleza. O que apenas essa gente consegue assistir é que é bom; o que o povo assiste, entende e se emociona é de qualidade duvidosa. Sempre foi assim.
O espetáculo é lindo, emocionante. Levei os meus alunos (estudantes de letras na Uneb – Campus II) e eles fizeram comentários surpreendentes. Talvez esses comentários não interessem ao academicismo de muitos. É o senso comum que está dizendo, não vale. Mas essa voz precisa ser ouvida, em especial por nós da academia. Estamos muito distantes dessa troca. Nos isolamos em nossas salas e nos comitezinhos de finais de semana. É preciso “botar voz na boca de quem não tem voz”.
Muitos ficam incomodados com isso. Têm medo de dividir o poder da fala.
“Ó, paí, ó”, os caras querendo ir de encontro à massa. Vá sacana…
Silvio Carvalho – professor e compositor (www.myspace.com/mardehistorias)





A massa é burra mas a voz do povo é a voz de Deus ?!
Quem disse que a massa é burra?